Mulheres na enfermagem: saiba mais sobre a importância delas nesse mercado

Mulheres na enfermagem: saiba mais sobre a importância delas nesse mercado

De acordo com dados da pesquisa realizada pelo COFEN no ano de 2010, o número de mulheres na enfermagem chega ao índice de 87%, concretizando o domínio do gênero nessa área.

No entanto, apesar da disparidade em um mercado tão competitivo, é fundamental estar sempre em busca das melhores oportunidades, e isso exige muito estudo e qualificação. Então, o ideal é começar a se preparar agora mesmo e se destacar perante a concorrência.

Existem grandes mulheres que fizeram parte da história e que contribuíram para a vinculação dessa profissão ao gênero e, por este motivo, é importante que você as conheça. Quer saber quem são? Então continue a leitura!

Quem são as principais representantes das mulheres na enfermagem?

Algumas mulheres se tornaram destaques e ainda hoje são referências para a maioria dos profissionais do ramo. Listamos, a seguir, algumas delas.

Ana Néri

Ana Néri nasceu na cidade de Cachoeira, na Bahia, em 1814. No ano de 1864, seus dois filhos foram batalhar na Guerra do Paraguai. Por não suportar a separação da família, ela se colocou à disposição do governo para se dirigir à guerra, se tornando a primeira enfermeira voluntária do Brasil.

Mesmo com a falta de condições, de materiais, pouca higiene e excesso de enfermos, Ana Néri se destacou por sua total dedicação ao trabalho como enfermeira por todos os locais em que passou.

Em 1870, após o fim do conflito, Ana voltou para o Brasil acompanhada de três órfãos de guerra para cuidar. Entre suas principais condecorações, podemos citar as medalhas de prata Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de Primeira Classe. Além disso, recebeu do imperador D. Pedro II, por meio de um decreto, uma pensão vitalícia utilizada para tratar de sua família.

O seu nome foi escolhido para nomear a primeira Escola de Enfermagem oficializada pelo Governo Federal, em 1923.

Florence Nightingale

Também conhecida como Dama da Lâmpada, Florence Nightingale nasceu na Itália, em 1820. Em 1845, iniciou-se sua vontade de ser tornar enfermeira, o que a levou a estudar as funções das Irmandades Católicas e a atuar em Kaiserswerth, na Alemanha, em 1849.

Em 1854, foi exercer a profissão na guerra e, ao longo dos combates, os soldados viam Florence como um anjo da guarda, tendo em vista que ela andava por todas as enfermarias do acampamento com uma lanterna na mão, prestando cuidados aos enfermos. Seu apelido, Dama da Lâmpada, foi dado em razão disso.

Ao voltar da guerra, no ano de 1856, recebeu uma quantia do governo inglês como uma espécie de prêmio e reconhecimento pelo seu trabalho. Com essa quantia, pôde fundar a Primeira Escola de Enfermagem, estabelecida em 1859 no Hospital Saint Thomas.

O principal motivo dos profissionais se inspirarem em Florence se deve à maneira em que ela serviu aos pobres e revolucionou os métodos de cuidar dos doentes e, por isso, seu modelo foi copiado por todo o mundo. Entre suas principais conquistas, podemos citar o fato de conseguir fazer da enfermagem uma profissão respeitável para mulheres.

Olga Verderese

Olga Verderese se graduou entre os anos de 1944 a 1947, na segunda turma da Escola de Enfermagem da USP, indo para os Estados Unidos em 1954, onde realizou vários cursos em Nova Iorque. Foi consultora em Educação de Enfermagem da Organização Pan-Americana de Saúde e integrante da Organização Mundial da Saúde, além de ter assumido a responsabilidade pela implementação e direção de escolas de enfermagem pelo sul e nordeste.

Em 1950, tornou-se destaque nas Escolas de Enfermagem de Porto Alegre e, em 1947, na Federal da Bahia. Além disso, exerceu inúmeras outras atividades, como: a organização da Associação Brasileira de Enfermeiras Diplomadas (ABED) na Bahia e no Rio Grande do sul, onde se tornou presidente.

Também supervisionou o campo do Centro de Levantamento de Recursos e Necessidades de Enfermagem, tornando essa pesquisa o primeiro grande trabalho englobando a coleta de dados em todo o Brasil, com repercussão internacional.

Wanda Horta

Wanda Horta nasceu no ano de 1926, em Belém do Pará. O seu primeiro trabalho foi na cidade de Curitiba, em um posto de puericultura da Legião Brasileira de Assistência. Depois de ter se formado, atuou 10 anos como enfermeira em várias áreas hospitalares e de Saúde Pública, se tornando docente em 1959.

Elaborou a Teoria de Enfermagem e Metodologia do Processo de Enfermagem, com fundamento na Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Maslow, que são usadas como referência para as enfermeiras atuantes no ensino assistencial.

Tornou-se professora titular da EE-USP em 1977, se aposentando em 1981 e falecendo no mesmo ano. Wanda levava consigo o lema — Enfermagem: gente que cuida de gente.

Quais são as expectativas do futuro da enfermagem quanto ao gênero?

Mesmo com a predominância das mulheres na enfermagem, o homem tem ganhado um espaço importante na área. É um número que vem crescendo, mas de forma desafiadora, já que esse predomínio feminino é algo histórico e que envolve vários fatores sociais.

Mesmo que a enfermagem apresente perspectiva de crescimento, principalmente, pelo aumento da expectativa de vida da população brasileira, existindo espaço de atuação para ambos os gêneros; no entanto, a prevalência feminina tende a continuar, já que existem vários paradigmas construídos a longo prazo e que apresentam grandes dificuldades para serem quebrados.

É o que ocorre ao realizar certos tipos de exames, por exemplo, o exame preventivo de colo de útero (Papanicolau), já que algumas mulheres se sentem mais confortáveis ao serem atendidas por mulheres, reforçando o estereótipo feminino na enfermagem.

Com o cenário positivo, muitas pessoas têm se interessado pela área, aumentando o número de concorrentes e, apesar da facilidade em entrar no mercado de trabalho, os contratantes estão cada vez exigentes. Então, para se tornar competitivo, estar atualizado e estar apta para atender as novas demandas que vão surgindo, realizar uma qualificação é fundamental.

Que o número de mulheres na enfermagem é discrepante, não há dúvidas. No entanto, a área vem gerando a curiosidade e interesse de diversos indivíduos, aumentando o número de pessoas que a buscam como profissão. Então, não espere mais para se matricular em um curso técnico ou fazer uma qualificaçãoe garantir o seu espaço no mercado.

Quer saber como se tornar um profissional de enfermagem? Entre em contato com a gente e veja como podemos ajudar!

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